Chafariz com moinho atrás
Património Natural
Património Natural Doze Ribeiras

Entre a rocha escarpada, as ribeiras e os Picos, o Património natural da freguesia apresenta um coberto vegetal constituído em grande maioria por culturas arvenses e agrícolas, é a partir da cota aproximada do meio milhar de metros que se pode ir ao encontro das nossas raízes.

Desta altitude e até ao alto da Serra das Doze deslumbramos as nossas endémicas. O Cedro do Mato (Juníperos brevifolia), Azevinho (Ilex azorica), Uva da Serra (Vaccinium cylindraceum), Urze (Erica azorica) e Sanguinho (Frângula azorica) são as dominantes em partilha de espaço com a rapa (Calluna vulgaris). Em tempos de outrora ocupavam grande área da freguesia, fornecendo madeiras de qualidade às populações, sendo o Cedro do Mato o ex-líbris, utilizado em mobílias de eleição.

A separar das freguesias vizinhas, e rasgando o próprio território, as grandes e ingremes ribeiras acolhem outras autóctones e exóticas, que muito serviram em habitações e em construção de alfaias agrícolas, a destacar a Roseira (Robinia pseudoacacia) muito usada em carros de bois, dentes de grades, cancelas e portões, o Eucalipto (Eucalyptus globulus) utilizado em tetos de casas, a Acácia ou Pau-de-Toda-a-Obra (Acacia melanoxylon), Faia da Terra (Myrica faya) e o Incenso ou Faia do Norte (Pittosporum undullatum) utilizada para tratamento de animais.

Hoje em dia a paisagem das Doze Ribeiras, é em muito moldada também pelas cortinas de abrigo de Criptoméria (Cryptomeria japonica), que envolvem os Baldios, transformados em grandes pastagens de apoio à agropecuária local.

Freguesia de contrastes verdes e de grandes e acentuados declives, precisa em muito do seu coberto vegetal, não só por razões estéticas mas também ambientais, evitando erosões e criando bem estar nas populações.

Património Natural das Doze Ribeiras
Património Natural das Doze Ribeiras
Património Natural das Doze Ribeiras
Património Natural das Doze Ribeiras
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